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Arcon instaura processo de fiscalização após interrupção no abastecimento de água em 17 bairros de Belém

Enviado por dayane.baia em

Agência reguladora do Governo do Pará avalia cumprimento de obrigações contratuais e medidas adotadas pela concessionária Águas do Pará para reduzir os impactos à população

O Governo do Pará, por meio da Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Estado do Pará (Arcon), instaurou um processo de fiscalização contra a concessionária Águas do Pará após a interrupção no abastecimento de água que atingiu 17 bairros de Belém no último sábado (31). Nesta terça-feira (3), representantes da empresa estiveram na sede da agência para prestar esclarecimentos sobre a ocorrência, que ultrapassou o prazo inicialmente previsto para uma manutenção programada.

Durante a reunião, a Arcon solicitou informações sobre os motivos da ampliação do período de interrupção e do número de bairros afetados pelos serviços realizados em uma adutora localizada no bairro da Condor.

Inicialmente, a manutenção estava programada para ocorrer das 20h do dia 30 de outubro às 5h do dia 31, com impacto previsto nos bairros da Condor, Jurunas, Batista Campos, Cremação e Cidade Velha.

No entanto, a intervenção precisou ser ampliada, atingindo outras áreas da capital paraense.

Concessionária apresenta esclarecimentos sobre a interrupção

Segundo informações prestadas pela Águas do Pará, as manobras operacionais inicialmente planejadas não foram suficientes para despressurizar a rede de distribuição e permitir a execução dos serviços.

Diante da situação, a concessionária precisou isolar outros setores do sistema, ampliando a interrupção para áreas dos bairros do Guamá, Canudos, São Brás, Pedreira, Marco, Fátima, Terra Firme, Reduto, Umarizal, Nazaré, Campina e Comércio.

Com isso, o número de bairros afetados passou de cinco para 17. O abastecimento começou a ser restabelecido após 21 horas de intervenção.

Reunião com diretoria da Arcon e representantes da Águas do Pará

Arcon cobra medidas para reduzir impactos à população

O diretor-geral da Arcon, Eduardo Ribeiro, explicou que interrupções programadas e emergenciais estão previstas no contrato de concessão. Entretanto, a empresa responsável pelo serviço deve adotar medidas para minimizar os transtornos aos usuários e garantir alternativas de atendimento durante a execução das intervenções.

“Recebemos relatórios sobre os serviços realizados e as medidas adotadas para reduzir os impactos à população, como a disponibilização de caminhões-pipa. Também estabelecemos, de imediato, um protocolo de atuação para situações de maior complexidade. Reforçamos ainda a necessidade de ampliar a comunicação com os usuários, diretamente e por meio da imprensa e das redes sociais, para que as famílias possam se organizar durante as interrupções”, destacou.

A agência também enfatizou a importância da divulgação antecipada das manutenções programadas, com informações claras sobre os horários previstos, as áreas afetadas e as alternativas de abastecimento.

Fiscalização poderá resultar em penalidades

A documentação apresentada pela concessionária será analisada pela equipe técnica da Arcon para verificar o cumprimento das obrigações previstas no contrato de concessão.

A avaliação também considerará a adequação das medidas adotadas para minimizar os impactos da interrupção e garantir o atendimento aos usuários.

Caso sejam identificadas irregularidades, o processo fiscalizatório poderá resultar na aplicação de penalidades, conforme as disposições contratuais.

A atuação da Arcon busca assegurar o cumprimento das responsabilidades da concessionária e a qualidade dos serviços públicos prestados à população.